sábado, 15 de dezembro de 2012

ILUSÃO...




Ilusão chega envolta em brumas perfumadas, translúcidas, imitindo sua luz, clareando a vida, deslumbrando. Habita sonhos e colore a vida. É a parceira de poetas, de pintores, de escritores, de todos que lidam com arte, pois sem a visão da ilusão qualquer obra fica fria, dura, real demais.

A vida também precisa do tempero de ilusão. Na verdade, desde a infância somos envolvidos por ela. Primeira ilusão é a chupeta que se dá ao recém-nascido ou qualquer outra coisa que o acalme depois, o coelhinho da Páscoa, o Papai Noel... 

Precisamos dela e ela nos ilude até sobre nós mesmos. Confesso que tento e tento ser realista na vida e na procura pela minha verdade, pelos meus sentimentos e também pelo entendimento dos outros, mas a ilusão com sua névoa esconde a realidade, até sair do cenário de nossa mente.

Sorte nossa que o intelecto não se deixa envolver por ilusões, nele existe a razão que a impede. Aonde as ilusões pegam forte é no emocional! Para se viver uma emoção necessitamos dela. E não sabemos identificá-las como simplesmente ilusões. Imaginamos que racionalmente a estamos sentindo... E ela ainda está nas trevas do inconsciente. Sei que sempre devo esperar, pacientemente, que o tempo a confirme ou a dissipe deixando à vista a realidade. Difícil, muito difícil.

Como viver sem ilusões? Elas são o colorido da vida, são as flores que enfeitam o caminho. Caminhos que talvez não levem a lugar algum e que o percorreremos por elas impulsionados e, deixam marcas. Viveríamos sem ilusões, somente se tivéssemos o poder de conhecer no presente, nosso futuro. Seria angustiante saber hoje o que será o amanha. Ou não, se o transformasse, mas para isso a ilusão de que a mudança seria melhor, é necessária.

E a vida seria monótona, pois ela nos atinge profundamente incitando sonhos e planos, que pagamos para ver se é real, e muitas vezes acontecem constatações que as liquidam definitivamente. Isso acarreta um sentimento estranho, de tristeza pela fantasia desaparecida, misturada com surpresa agradável diante da realidade. Por pouco tempo, pois logo outras ilusões preencherão o lugar vago.

E assim se vive e convive, assim se erra e assim se conserta, assim ama e se ama, ou assim se mergulha nela e vive a doce ilusão da ilusão eterna.



Um comentário:

  1. No pierdas nunca las ilusiones, son parte de la vida, algunas se cumplen y otras no, pero hacen la vida mas bonita y atractiva

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