terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Prazer X Felicidade



Inicialmente, antes que comece a pensar nesses dois entes que habitam em nós, ou melhor, que desejamos que habitem, quero defini-los claramente.

Dizem aqueles livros cujo objetivo é divulgar os segredos que as palavras escondem, que prazer é um substantivo masculino e o definem como aquilo que agrada, como uma distração, um divertimento. Tudo que cause sensações agradáveis aos sentidos, ou que ativem a adrenalina e façam o coração bater mais forte, ou ofereçam deleite. Nem preciso exemplificar prazeres, conhecemos muito bem o que nos causa prazer.

Então é aí que entra meus questionamentos.

Prazer tem sempre uma causa, sei que enquanto ela existe, ou a recordação dela, o prazer sobrevive. O tempo prazeroso definimos como momentos felizes, e o são de fato. E pensadores, poetas e simples e humildes seres pensantes como eu até aqui, chegam à conclusão que felicidade é isso:

Simples momentos de prazer!

Fora desses momentos e permeando-se entre eles, entram as carências e as tristezas causadas por elas, o vazio pela falta de privilégios e facilidades, a árdua luta para ganhar o pão, objetivos e sonhos ou a desilusão de não alcança-los. Também as dores físicas causadas por doenças, as perdas, os desamores...

Então estão certos os que definem felicidade como momentos felizes?

Já para felicidade, dizem os livros investigativos do saber palavrório que é um substantivo feminino e a definem como contentamento, êxito, sucesso, sorte... Claro que tudo isso e muitos outros trazem o prazer. Sucesso é uma alegria incomensurável, vitória então, o que dizer? Mas são prazeres momentâneos.

Felicidade é bem-estar físico, mental e espiritual. Uma eterna bem-aventurança. É o estar bem consigo mesmo. Difícil esse estado quase que perene? Sim, mas não impossível!

Bem-estar físico, hoje é mais do que divulgado como consegui-lo: boa alimentação, exercícios físicos, cuidados preventivos com a saúde.

O mental também é bem estudado e propalado pelos livros de autoajuda, por temas de palestras, pela psicanálise e psicologia e todos concordam num ponto, o fundamental é o autoconhecimento e o incansável questionamento interior. E quando o indivíduo não consegue por si próprio, os especialistas estão ao alcance, até na saúde pública.

Dizem-nos que se reconhecermos nossos erros, aceitaremos mais facilmente os dos outros e assim, não nos magoaremos, e aceitar o deles será mais fácil. Para ofensas iremos até dar de ombros, num “to nem aí”. Resumindo: procurar o que somos no fundo do nosso consciente até que ele nos leve aos arquivos ocultos do inconsciente.

Vivo tentando, um dia consigo, nem que seja nos estertores dos meus dias, mas se for nesse tempo, aí não vou querer o terminar, acho que vou chorar...

Socorro alguém me ajude!

Ainda mais que sinto necessidade de manter quieta minha consciência, porque ela ama perturbar meus pensamentos quando coloco a cabeça no travesseiro. Muitas vezes cheguei a ter quase certeza de que ela habita nele! Então vivo as horas com atenção constante a ela. 

Coisa mais que perturbadora, mas a mim, necessária. Mesmo assim a intrometida sempre consegue encontrar minhas falhas e ficar cochichando em minha mente. E com isso, lá se vai minha felicidade da hora.

Nesses momentos é procurar pelo bem-estar espiritual, o mais fácil de conseguir. Para isto é suficiente e necessário conhecer os ensinamentos que o Filho de Deus deixou para todos. Neles existem remédios para os males da mente que turvam nosso bem-estar.

Pedir a Ele, com Fé que nos dê sua Paz.

A cada dúvida sobre que caminho pegar, que atitude tomar, orar e perguntar a Deus, Ele responde, basta saber ouvi-Lo. Esperar com Fé sua resposta que ela virá, pode ser por uma “intuição”, um pensamento repentino e decisivo ou uma dita “coincidência”.

Então concluo que felicidade plena existe! Com momentos prazerosos, ou sem eles quando o bem-estar a promove.

Estou ainda mais feliz ao constatar que prazer é uma palavra masculina e felicidade, a magnífica procurada por todos, é feminina! Só podia ser mesmo, concorda?

Mais ou menos foi a isso que cheguei sobre Prazer X Felicidade. Ou será felicidade, a “Felicidade Facebook” como tão bem apresentou o colunista do O Globo, Joaquim Ferreira dos Santos. Leia Aqui. 




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