Inicialmente, antes que comece a pensar nesses
dois entes que habitam em nós, ou melhor, que desejamos que habitem, quero defini-los
claramente.
Dizem aqueles livros cujo objetivo é divulgar os
segredos que as palavras escondem, que prazer é um substantivo masculino e o
definem como aquilo que agrada, como uma distração, um divertimento. Tudo que cause sensações
agradáveis aos sentidos, ou que ativem a adrenalina e façam o coração bater
mais forte, ou ofereçam deleite. Nem preciso exemplificar prazeres, conhecemos
muito bem o que nos causa prazer.
Então é aí que entra meus questionamentos.
Prazer tem sempre uma causa, sei que enquanto ela existe, ou a recordação
dela, o prazer sobrevive. O tempo prazeroso definimos como momentos felizes, e
o são de fato. E pensadores, poetas e simples e humildes seres pensantes como
eu até aqui, chegam à conclusão que felicidade é isso:
Simples momentos de prazer!
Fora desses momentos e permeando-se entre eles, entram as carências e as
tristezas causadas por elas, o vazio pela falta de privilégios e facilidades, a
árdua luta para ganhar o pão, objetivos e sonhos ou a desilusão de não alcança-los.
Também as dores físicas causadas por doenças, as perdas, os desamores...
Então estão certos os que definem felicidade como momentos felizes?
Já para felicidade, dizem os livros investigativos do saber palavrório
que é um substantivo feminino e a definem como contentamento, êxito, sucesso,
sorte... Claro que tudo isso e muitos outros trazem o prazer. Sucesso é uma
alegria incomensurável, vitória então, o que dizer? Mas são prazeres
momentâneos.
Felicidade é bem-estar físico, mental e espiritual. Uma eterna
bem-aventurança. É o estar bem consigo mesmo. Difícil esse estado quase que
perene? Sim, mas não impossível!
Bem-estar físico, hoje é mais do que divulgado como consegui-lo: boa
alimentação, exercícios físicos, cuidados preventivos com a saúde.
O mental também é bem estudado e propalado pelos livros de autoajuda,
por temas de palestras, pela psicanálise e psicologia e todos concordam num
ponto, o fundamental é o autoconhecimento e o incansável questionamento
interior. E quando o indivíduo não consegue por si próprio, os especialistas
estão ao alcance, até na saúde pública.
Dizem-nos que se reconhecermos nossos erros, aceitaremos mais facilmente
os dos outros e assim, não nos magoaremos, e aceitar o deles será mais fácil. Para
ofensas iremos até dar de ombros, num “to nem aí”. Resumindo: procurar o que
somos no fundo do nosso consciente até que ele nos leve aos arquivos ocultos do
inconsciente.
Vivo tentando, um dia consigo, nem que seja nos estertores dos meus
dias, mas se for nesse tempo, aí não vou querer o terminar, acho que vou
chorar...
Socorro alguém me ajude!
Ainda mais que sinto necessidade de manter quieta minha consciência,
porque ela ama perturbar meus pensamentos quando coloco a cabeça no
travesseiro. Muitas vezes cheguei a ter quase certeza de que ela habita nele!
Então vivo as horas com atenção constante a ela.
Coisa mais que perturbadora,
mas a mim, necessária. Mesmo assim a intrometida sempre consegue encontrar
minhas falhas e ficar cochichando em minha mente. E com isso, lá se vai minha
felicidade da hora.
Nesses momentos é procurar pelo bem-estar espiritual, o mais fácil de
conseguir. Para isto é suficiente e necessário conhecer os ensinamentos que o
Filho de Deus deixou para todos. Neles existem remédios para os males da mente
que turvam nosso bem-estar.
Pedir a Ele, com Fé que nos dê sua Paz.
A cada dúvida sobre que caminho pegar, que atitude tomar, orar e
perguntar a Deus, Ele responde, basta saber ouvi-Lo. Esperar com Fé sua
resposta que ela virá, pode ser por uma “intuição”, um pensamento repentino e decisivo
ou uma dita “coincidência”.
Então concluo que felicidade plena existe! Com momentos prazerosos, ou
sem eles quando o bem-estar a promove.
Estou ainda mais feliz ao constatar que prazer é uma palavra masculina e
felicidade, a magnífica procurada por todos, é feminina! Só podia ser mesmo,
concorda?
Mais ou menos foi a isso que cheguei sobre Prazer X Felicidade. Ou será
felicidade, a “Felicidade Facebook” como tão bem apresentou o colunista do O Globo,
Joaquim Ferreira dos Santos. Leia Aqui.

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